O setor de psicologia CJC trabalha em conjunto com professores e coordenadores desenvolvendo atividades que proporcionam a melhora do desempenho do aluno no processo de ensino-aprendizagem e no seu desenvolvimento sócio-afetivo. É desta forma que buscamos compreender a realidade de cada aluno para encaminha-lo, quando necessário, a um acompanhamento em áreas afins (Psicopedagogia, Fonoaudiologia, Neurologia, Oftalmologia e Otorrinolaringologista).  

 


Shirley Martins de Carvalho
Psicóloga/Psicopedagoga

CRP 02-12957

shirleypsicjc@gmail.com

Matérias

Cinco truques para pôr o seu filho a devorar livros.

      Talvez não a devorar livros, mas quem sabe a ser um leitor pró-ativo e regular. No artigo Cinco trucos efectivos para fomentar la lectura en los más pequeños, a revista Babar faz uma síntese de como fomentar nos petizes o gosto pela leitura.


Aqui ficam esses cinco truques:


1. por imitação: crianças que vejam os seus pais ou avós ou familiares a lerem regularmente, sentir-se- ão atraídos pelos livros. O truque é comprar um livro ilustrado e deixá-lo ao alcance da criança para que ela o descubra e se aventure a folheá-lo.


2. leve o seu filho a uma livraria: se existe uma livraria no seu bairro leve lá as suas crianças. As livrarias costumam dinamizar os seus espaços com horas do conto, encontros
com autores e pequenas oficinas. Estas visitas promovem o contacto próximo com o livro e com a leitura. Deixe-os explorar e não tente escolher os livros por eles, mas incentive-os a
descobri-los.


3. conte-lhes histórias: conte anedotas, conte histórias da sua infância, leia em voz alta. Ajuda a articulação verbal, a apreensão de vocabulário, além de promover a imaginação.


4. organize pequenos teatros: as crianças gostam muito de teatrinhos e a dramatização dos diálogos e das cenas descritas cativará o gosto das crianças pelas histórias.


5. invente histórias com os seus filhos: incentive-os a criarem também os seus próprios contos e a ilustrá-los, pois assim em tornando-se parte do processo de criação, poderão sentir-se estimulados a partilhar o seu gosto pela leitura.

 

Fonte: http://revistafabulas.com/2014/10/01/cinco-truques- para-por- o-seu- filho-a- devorar-
livros/

Milho de Pipoca Que Não Passa Pelo Fogo Continua a Ser Milho Para Sempre.

                                                                                                                  

Rubens Alves
 

Assim acontece com a gente. 
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. 
Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. 
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa. 
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. 
Mas, de repente, vem o fogo. 
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. 
Pode ser fogo de fora: 
perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. 
Pode ser fogo de dentro: 
pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. 
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! 
Sem fogo o sofrimento diminui. Com isso, a possibilidade da grande transformação também. 
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, 
lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. 
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, 
ela não pode imaginar um destino diferente para si. 
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. 
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. 
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: 
BUM! 
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, 
algo que ela mesma nunca havia sonhado. 
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. 
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. 
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. 
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. 
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. 
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. 
Não vão dar alegria para ninguém.

 

Shirley Martins

Psicóloga TCC

CRP 02-12957

 O que é sentar em “W”?

Sentar em W é a posição que a criança coloca as pernas quando se senta no chão para brincar. Como você vê na foto.


O normal é que a criança vá mudando de posição de tempos em tempos e isso é bom para a criança.
Vale lembrar que a posição não é proibida. O problema é quando a criança quer sentar só nessa posição o tempo todo.


Qual o problema da criança sentar em “W”?
Pode parecer uma maneira normal de sentar, e apenas um costume, mas esse costume pode acabar gerando prejuízos para a criança se ela não usa outras posições também.


As crianças podem preferir essa posição porque dá mais estabilidade, então ela não precisa ficar se esforçando para se equilibrar, nem trabalhar outros músculos do corpo. Ela pode só concentrar na brincadeira.
Mas essa posição não permite que ela trabalhe muito o tronco e os outros músculos.


Se a criança só se senta desse jeito, no futuro isso poderia:


* Prejudicar o alongamento dos músculos.
* Diminuir a coordenação e o equilíbrio.
* Prejudicar as articulações (juntas) do quadril e dos joelhos, e o desenvolvimentos dos ossos.
* Provocar problemas na coluna.


Como ela não consegue se virar muito, ela usa a mão direita para pegar os objetos do seu lado direito, e a mão esquerda para os objetos desse lado.
Isso pode fazer com que ela demore mais em assumir a mão dominante, e tenha dificuldades na coordenação depois.


Como evitar que isso se torne um problema?


Estimule a criança a trocar de posição constantemente.
Arrume as perninhas dela, e ensine outras posições. 
Mude levemente os brinquedos para outro lugar se for preciso. 


Para as crianças um pouco maiores você pode explicar que sentar sempre assim pode “machucar as perninhas”.
Acho importante a maneira que falamos com a criança.
Chamar à atenção sem explicações pode acabar reforçando o hábito.


É essencial que isso não cause conflitos entre a mãe e a filha.


Não precisa repreender...


Você pode chamar ele pra brincar com você de outra coisa. Você pode comprar uma mesa e cadeira adequada para a idade dela, assim ela brinca sentadinho. 
O ideal é apenas ir fazendo com que ele toque de posição de tempos em tempos.


Ha outras posições que permitem que a criança use as duas mãos dos dois lados e trabalhe os outros músculos do corpo também.


Outro ponto que devemos reforçar é que crianças que já tem problemas no quadril, que tiveram história de displasia ou deslocamento, que tem algum problema muscular ou alterações no desenvolvimento neurológico devem ser acompanhadas por um especialista.


Pois essa posição pode ser ainda mais prejudicial.


Se seu filho só se senta em “W” vale a pena buscar um especialista para avaliar se ele está usando essa posição porque já tem algum problema que faça com que para ele seja mais difícil usar outras posições ou se é apenas um hábito mesmo.

fonte: .seupediatra.com.br
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Shirley Martins de Carvalho 
Psicóloga/ Psicopedagoga
Terapia Cognitivo-Comportamental
EMDR

Texto abaixo para reflexão.👇🏼

 

“Quando a gente não quer, qualquer desculpa serve...”

 

“Das mais marcantes propagandas da televisão que tenho lembrança, uma é campeã. Trata-se de um comercial de uma rede especializada na venda de óculos de grau em Recife, chamada Casa Lux Ótica.

Tudo começava num palco iluminado de um teatro vazio. Nele, homem sentado numa cadeira, sozinho, olhando fixamente para um ponto da platéia, dizia: “Tem gente que precisa usar óculos de grau, mas não usa. Diz que é feio, que incomoda, que envelhece e que machuca. A visão é uma coisa mais importante do que muita gente pensa. Veja bem, óculos apropriados podem até dar charme e distinção... Procure o seu oculista, e leve sua receita numa casa séria, que trate do seu problema profissionalmente. Eu, por exemplo, não preciso usar óculos de grau. Mas gostaria muito de poder usá-los...”.

Então, o aquele homem saía, tateando a cadeira, alcança uma bengala e levantando sai de cena fazendo toc-toc com a bengala... Ele era cego!

Essa frase: “Quando a gente não quer, qualquer desculpa serve”, ficou tão popular, que tornou-se um axioma, algo muito falado pelo povo. Esta expressão apresenta uma verdade ética incontestável: quando nós não queremos algo, uma situação de continuidade, um compromisso, uma tarefa, uma mudança, então qualquer desculpa que possamos usar, irá servir de pretexto. Corremos o risco de transformarmos pretextos em argumentos.

Com o apelo ao individualismo ao egocentrismo presentes na ética da pós-modernidade surge então um grande veneno social para as gerações futuras: a falta do QUERER mudar. Cada vez menos as pessoas querem confrontar-se com suas limitações, com seus interiores, seus erros, defeitos, frustrações, suas fragilidades, suas curtas visões.

A superficialidade impera numa sociedade em que as pessoas não querem mudança. Tudo parece de plástico: os tratamentos, os sorrisos, os abraços, as relações... E é claro que quando falamos de algo novo em nós mesmos, pensamos em algo que nos faça crescer, amadurecer, integralizar e se redescobrir.

Muitos “cegos” reclamam demais de tudo e de todos, porém nunca mudam. Por que será? A explicação é que, na verdade, elas NÃO QUEREM MUDAR. Querem que tudo mude ao seu redor, mas uma mudança substancial em suas vidas não faz parte do seu querer. Por isso continuam sem enxergar claramente a realidade.

Afinal, “quando a gente não quer, qualquer desculpa serve...”.(Fábio Vasconcelos)

 

 

 

:: Uma criança saudável é espontânea, barulhenta, inquieta, emotiva e colorida 

    Uma criança não nasce para estar sentada, vendo televisão ou brincando com o tablet. Uma criança não quer estar calada o tempo todo.

Elas precisam se mexer, explorar, encontrar novidades, criar aventuras e descobrir o mundo que as rodeia. Elas estão aprendendo, são esponjas, brincalhonas natas, caçadoras de tesouros, terremotos em potencial.

    Elas são livres, almas puras que tentam voar, não ficar de canto, amarradas ou com algemas. Não as façamos escravas da vida adulta, da pressa e da escassez de imaginação dos mais velhos.

   Não as apressemos ao nosso mundo de desencanto, potencializemos a sua capacidade de se surpreender. Precisamos garantir que tenham uma vida emocional, social e cognitiva rica de conteúdos, de perfumes de flores, de expressão sensorial, de alegrias e de conhecimentos.

    O que se passa no cérebro de uma criança quando brinca?
  A brincadeira tem benefícios para as crianças em todos os níveis (fisiológico-emocional, comportamental e cognitivo) que não são novidade. De fato, podemos falar de diversas repercussões inter-relacionadas que ela oferece:

  • Regula o seu estado de ânimo e a sua ansiedade.

  • Favorece a atenção, a aprendizagem e a memória.

  • Reduz a tensão dos neurônios, favorecendo a tranquilidade, o bem-estar e a felicidade.

  • Magnifica a sua motivação física, e graças a isto seus músculos reagem motivando-as a brincar.

   

     Tudo isto favorece um estado ótimo para a imaginação e a criatividade, ajudando-as a aproveitar a fantasia que as rodeia.

    A sociedade vem alimentando a hiperpaternalidade, ou seja, a obsessão dos pais para que seus filhos alcancem habilidades especificas que garantam uma boa profissão no futuro. E como sociedade e educadores, nos esquecemos de que as crianças não têm valor segundo a sua nota escolar, e que não abrandando o nosso empenho de priorizar os resultados,estamos descuidando das habilidades para a vida.

    O valor das nossas crianças é o de pequenas pessoas que precisam ser amadas independentemente de tudo, não se definem por suas conquistas ou por seus fracassos, mas sim por elas mesmas, únicas por natureza. Como crianças não somos responsáveis pelo que recebemos na infância mas, como adultos, somos totalmente responsáveis por corrigi-lo.

Simplificar a infância da criança, educar bem
    A expressão “cada pessoa é única” é algo que costumamos dizer com frequência mas que ainda temos pouco internalizado. Isto se vê em um simples fato: estabelecemos uma série de regras para educar a todas as nossas crianças.

Realmente este é um erro muito generalizado e que não é nem um pouco coerente com o que acreditamos (que cada pessoa é única). Portanto, não se estranha que a confluência dos nossos valores e das nossas atitudes sejam conflitantes na criação.

    Por outro lado, como afirma Kim Payne, professor e orientador norte-americano, estamos criando nossas crianças no excesso de, exatamente, quatro pilares:

 

* Informação demais.
* Coisas demais.
* Opções demais.
* Velocidade demais.

    Estamos impedindo-as de explorar, refletir ou se libertar das tensões que existem na vida cotidiana. Estamos empanturrando-as de tecnologia, de brinquedos e de atividades escolares e extracurriculares, estamos distorcendo a infância e, o que é mais grave, estamos impedindo-as de brincar e se desenvolver.

    Atualmente, as crianças passam menos tempo ao ar livre do que as pessoas que estão em prisões. Por quê? Porque as mantemos “entretidas e ocupadas” em outras atividades que achamos mais necessárias, procurando que fiquem limpos e não se sujem de barro. Isto é inaceitável e, acima de tudo, extremamente preocupante. Analisemos algumas razões pelas quais precisamos mudar isto…

   O excesso de higiene aumenta a possibilidade de que as crianças desenvolvam alergias, bem como demonstrou uma pesquisa do hospital Gotemburgo, na Suécia. Não permitir que brinquem ao ar livre é uma tortura que enclausura o seu potencial criativo e de desenvolvimento.

Mantê-los colados à tela do celular, do tablet, do computador ou da televisão é tremendamente prejudicial a nível fisiológico, emocional, cognitivo e comportamental.

    Poderíamos continuar, mas realmente, neste ponto, acredito que a maioria de nós já encontrou inúmeras razões que mostram que estamos destruindo a magia da infância. Como afirma o educador Francesco Tonucci: “A experiência das crianças deveria ser o alimento da escola: sua vida, suas surpresas e suas descobertas. Meu professor sempre pedia que esvaziássemos os bolsos na sala de aula, porque estavam cheios de testemunhas do mundo exterior: bichos, cordas, figurinhas, bolinhas… Pois atualmente deveríamos fazer o contrário, pedir as crianças que mostrem o que levam nos bolsos. Desta forma a escola se abriria para a vida, recebendo as crianças com seus conhecimentos e trabalhando ao redor delas”.

Esta, sem dúvida, é uma forma muito mais sadia de trabalhar com elas, de educá-las e de garantir o seu sucesso. Se em algum momento nos esquecermos, deveríamos ter o seguinte muito presente: “Se uma criança não precisa entrar com urgência na banheira, é porque não brincou o suficiente”. Esta é a premissa fundamental de uma boa educação.

 

Texto extraído de: https://www.agrandeartedeserfeliz.com

 

Shirley Martins de Carvalho 
Psicóloga/ Psicopedagoga
Terapia Cognitivo-Comportamental

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